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O grupo realizado no dia 02 de Julho de 2016 teve com alicerce o Evangelho do dia:

Mt 9,14-17

Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15 Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.

16 Ninguém põe remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17 Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se põe em odres novos, e assim os dois se conservam”.

 Contextualizando o Evangelho

Os discípulos de João citados no início da passagem eram os discípulos de João Batista. O interessante desse início era que João veio preparar o povo para chegada de Jesus e ele já havia apontado para Jesus como o Verdadeiro Cordeiro de Deus, mas ainda existiam pessoas que ainda eram denominadas seguidoras de João naquela época.

João Batista apontado para o Cordeiro de Deus com seus discípulos

João Batista apontado para o Cordeiro de Deus com seus discípulos

No mesmo capitulo 9 de Mateus, antes desses versículos, Jesus participou de um banquete com seus discípulos na casa de Mateus. E naquela época era bem comum os fariseus fazerem jejum frequentemente, muitas vezes sem uma causa específica de reflexão, como se fosse uma obrigatoriedade duas vezes por semana fazer jejum.

Aqueles discípulos de João que estavam fazendo jejum, seguindo as leis de Moises, ao verem Jesus e seus discípulos participando desse banquete na casa do Mateus, fizeram uma pergunta “armadilha” para Jesus, “Por que os seus discípulos não faziam jejum?”.

 

Ilustração de Jesus na casa de Mateus

Ilustração de Jesus na casa de Mateus

 A alegria de estar perto de Jesus

Lendo essa passagem é plausível imaginar que ela seria sobre o jejum, mas na verdade existem muitas outras coisas relevantes nela e que podemos explorá-las. Jesus usou como exemplo um noivo. Ele fala que os convidados não devem ficar tristes perto do noivo em seu casamento e sim alegrar-se com ele e compartilhar esse momento de alegria.

Naquele tempo, o Jejum era um ato de reflexão, desapego devido a tristeza e arrependimento. Ficar triste perto do noivo no casamento dele? Por que os discípulos de Jesus deveriam fazer jejum se estavam na presença do Salvador deles, o messias tão esperado? Os discípulos de Jesus por estarem perto partilhavam com Ele de todos os eventos com alegria e submissão à Sua vontade e aos Seus ensinamentos. Por isso, não tinham clima para jejuar, nem precisavam disso.

"Estar perto de Jesus"

“Estar perto de Jesus”

Vida nova

A presença de Jesus traz com seus ensinamentos algo totalmente novo. Ele veio falar de um novo mandamento, falar de amor, falar de uma maneira nova de relacionar-se com Deus, um espírito novo que rompia com todas aquelas maneiras antigas de viver.

Jesus usa outro exemplo do remendo e do vinho novo. Remendar não é sempre pior do que comprarmos algo novo? Ficarmos remendando nossas roupas mais velhas com retalhos novos não é igual a uma roupa nova. O novo é melhor que algo remendado ou adaptado. Quem já não ouviu o barato sai caro?

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Remendar não é sempre pior do que comprarmos algo novo?

Com o passar dos anos a renovação se faz necessária. Assim como a máquina de escrever cedeu o lugar para o notebook. Imagina se nos apegássemos tanto a máquina de escrever que eu não trocaria ela por nada, pois que o notebook nunca será tão bom como uma máquina de escrever? A mudança é necessária!

A simbologia usada por Jesus é muito interessante. Não se deve juntar ideias velhas, com falhas, precisando de remendos, com as ideias novas trazidas pelo Seu ensinamento.

O odre era como um copo naquela época, ele parecia uma bolsa e era feita com pele de animais tratada e costurada. O odre a medida que ia sendo usado eles acabavam estragando o sabor das bebidas ou descosturando.

Se nós pensarmos como se o odre do exemplo de Jesus é o nosso coração, e deixarmos coisas antigas ou ultrapassadas em nosso coração, podemos acabar deixando de sentir o verdadeiro sabor das palavras de Jesus que serão sempre novas, plenas de graça e força de Deus para cada um de nós.

Odre velho

Odre velho

O nosso coração deve estar aberto ao novo…

Devemos fazer uma verdadeira faxina em nossos corações. A primeira condição para entender a Palavra de Deus em Jesus, e passar a praticá-la, é estar com um coração desprovido de preconceitos. Um coração aberto cria vínculos com mais facilidade. Há, nesse caso, mais chance de a Palavra dar fruto e gerar comprometimento.

Não adianta dizermos que somos cristãos se não demonstrarmos essa alegria que o novo traz com ele. Se nada mudar em nós na nossa caminhada na Igreja tem algo errado conosco e estamos sendo odre velho.

Temos que buscar a renovação, buscar sempre o novo que as palavras de Jesus nos trazem e mudar com esse novo, pois somente um novo coração consegue receber o novo com alegria.

Jesus nos pede é um coração em sintonia com a mentalidade de Deus que tem o Amor como primeira regra. O nosso coração só estará em paz e contrito quando nos dispusermos a aceitar o Evangelho como um vinho novo que vem dar nova alegria e novo sentido à nossa vida.

Reflexão

Quais foram as mudanças que Jesus, o “Vinho Novo” transformou na sua antiga estrutura (odres velho)?

Quais são as estruturas do passado (odres velhos), na sua vida, que tem te impedido de degustar nova vida que Jesus oferece?

De que maneira você está disposto a receber o “Vinho Novo”?

Autor: Vinicius Minotti
Texto baseado no tema do Grupo do Acamps do dia 02 de Julho.

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